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sexta-feira, 17 de junho de 2016

FATORES QUE INFLUENCIARAM A DOUTRINA DA TRINDADE



    Os fatores que influenciaram a formulação da doutrina da Trindade foram resumidos pela Watchtower e Bible Tract Society of Pennsylvania, em 1989, no que pode ser considerado como precursor da doutrina da Trindade:
   Em todo o mundo antigo, desde a Babilônia, a adoração de deuses pagãos agrupados em trios era comum. Esta prática também foi prevalente antes, durante e depois de Cristo no Egito, Grécia e Roma. Após a morte dos apóstolos, tais crenças pagãs começaram a invadir o cristianismo.
    O historiador Will Durant observou: "O cristianismo não destruiu o paganismo, mas o adotou... Do Egito vieram as idéias de uma trindade divina..." E no livro de religião egípcia, Siegfried Morenz comenta: “A Trindade foi uma das principais preocupações dos teólogos egípcios... Três deuses são combinados e tratados como sendo único, dirigido no singular. Desta forma, a força espiritual da religião egípcia mostra ligação direta com a teologia cristã."
    Assim, em Alexandria, clérigos egípcios, como Atanásio, do final do terceiro e início do quarto século, refletiam essa influência que formulara ideias que levaram à Trindade. Influência que se propagou tanto que Morenz considera a "teologia Alexandrina como o intermediário entre a herança religiosa egípcia e o cristianismo."
 
    Na Enciclopédia de Religião e Ética, James Hasting escreveu: "Na religião indiana, por exemplo, encontramos o grupo trinitário de Braham, Shiva e Vishnu; na religião egípcia, o grupo trinitário de Osíris, Isis e Hourus... Não é apenas em religiões históricas que encontramos Deus visto como uma Trindade. Recordando em particular o ponto de vista neo-platônico do Supremo ou da Realidade Absoluta. Que é ‘trinitariamente’ representado."
    A Enciclopédia New Schaff-Herzog de Conhecimento Religioso mostra a influência dessa filosofia grega: "As doutrinas do Logos e da Trindade receberam a sua forma de padres gregos, que foram muito influenciados, direta ou indiretamente, pela filosofia platônica... os erros e corrupções que infiltraram na Igreja a partir desta fonte não podem ser negados."
    A Igreja dos Primeiros Três Séculos diz: "A formação da doutrina da Trindade foi gradual e comparativamente tardia;... teve sua origem em uma fonte inteiramente estranha daquela das Escrituras judaicas e cristãs;... Ela cresceu, e foi enxertada no cristianismo, pelas mãos de padres platonizadores." 23
    Esculturas de deuses com três faces foram encontradas em várias partes do mundo, por exemplo: Kampuchea, Trina divindade budista, século 12 d.C.; Itália, Trindade, século 15 d.C.; Noruega, Trindade (Pai, Filho, espírito Santo), século 13 d.C.; França, Trinity, século 14 d.C.; Alemanha, Trindade, século 19 d.C.; Índia, Trina divindade hindu, século 7 d.C.; Falmyra S., Tríade do deus da lua, Senhor dos Céus, deus do sol, século 1 d.C.; Babilônia, Tríade de Ishtar, Sin, Shamash, segundo milênio a.C. e Egito, Tríade de Horus, Osiris, Isis, segundo milênio a.C. 24


Footnotes: 
23 Bible and Tract Society of Pennsylvania: Should You Believe in Trinity? (1989), Int'l. Bible Students Association Brooklyn, New York, U.S.A. P. 11.
24 Ibid, p. 1.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cristãos e muçulmanos

Profeta Muhammad (Salla ALLAHU Alaihi Wasallam) disse:




“Cuidado! Quem quer que seja cruel e duro com uma minoria não-muçulmana ou restrinja seus direitos ou os sobrecarregue com mais do que podem suportar, ou tome qualquer coisa deles contra sua vontade, eu (Profeta Muhammad) o acusarei no Dia do Juízo.” 




(Narrado no Abu Dawud)






“Agradeço, muito comovido, a Deus, nosso Pai, que nos deu essa demonstração do seu amor unindo muçulmanos e cristãos”, disse dom Geraldo.

Veja:



Cristãos e muçulmanos lado a lado.

COMO A TRINDADE DESENVOLVEU-SE NA DOUTRINA CRISTÃ


    A perseguição aos cristãos e a supressão da Igreja primitiva sob os imperadores romanos, que começou no primeiro século, terminou com a chegada ao poder de Constantino, o Grande, na Ponte Mílvio, em 312 dC. Assim, através da conversão ao cristianismo, favores especiais eram oferecidos ao povo na forma de ganhos políticos, militares e sociais. Como resultado, milhares de não-cristãos se uniram à Igreja e permitiram que Constantino exercesse grande poder sobre os assuntos da Igreja.
    Foi durante o reinado de Constantino que a idéia de Jesus Cristo como co-igual a Deus, o Pai, começou a ganhar impulso. Ainda assim, a Trindade não foi uma doutrina estabelecida nessa época. A idéia de um deus trino despertou grande controvérsia no seio da Igreja, uma vez que ainda muitos dos clérigos e leigos não aceitavam a posição de Cristo como Deus.14
    Esta discordância alcançou o nível de confronto entre o Bispo Alexandre da Alexandria, no Egito, e seu presbítero Ário. O Bispo Alexandre ensinava que Jesus era igual a Deus, mas Ário não. Então, em um sínodo realizado em Alexandria em 321 d.C., Ário foi deposto e excomungado.15
    Ário, apesar de institucionalmente desfavorável, ainda tinha muito apoio fora do Egito. Muitos dos bispos importantes, como o versado historiador palestino Eusébio da Cesárea, e seu xará poderoso, Eusébio, bispo de Nicomédia, teologicamente concordavam com Ário: Jesus Cristo não é Deus.16
    A sustentada polêmica perturbou Constantino e, a fim de legitimar sua posição, ele convidou todos os bispos da Igreja Cristã de Nicéia (Ásia Menor) em maio de 325 dC. Assim, o Concílio de Nicéia começou a resolver as controvérsias referentes à relação entre Deus e seu Filho. Constantino, que estava liderando o processo, exerceu o seu poder político persuadindo os bispos a aceitarem a sua posição teológica. O credo assinado por 218 bispos era claramente anti-Ário. Em outras palavras, o Credo de Nicéia sancionou o Filho como co-igual a Deus. Duzentos e dezoito dos bispos assinaram este credo, embora tenha sido realmente o trabalho de uma minoria.17

    A Enciclopédia Britânica resume os trabalhos do Conselho de Nicéia da seguinte forma:
O Conselho de Nicéia reuniu-se em 20 de maio de 325. O próprio Constantino presidindo e ativamente orientando as discussões, e ele pessoalmente propôs (sem dúvida incitado por Ossius) a fórmula crucial expressando a relação de Cristo com Deus no credo emanado pelo conselho, "de uma única substância com o Pai". Intimidados pelo imperador, os bispos, com duas únicas exceções, assinaram o credo, muitos deles contra a sua inclinação pessoal.
Constantino considerou a decisão de Nicéia como divinamente inspirada. Enquanto ele viveu ninguém se atreveu a desafiar abertamente o Credo, mas a esperada concordância não prosseguiu.18


O CREDO DE NICEIA


    Cremos em um Deus Pai Todo-Poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, de uma substância com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas, as coisas no céu e na terra. Que por nós homens e para nossa salvação desceu dos céus e se fez carne, e se fez homem, sofreu, e ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus, e virá para julgar os vivos e mortos.

E no Espírito Santo.

    E aqueles que dizem "Existia, quando ele não existia”, e “Antes dele ter sido gerado ele não exista” e que, "Ele veio a existir a partir do que não existia”, ou aqueles que alegam que o filho de Deus é "de outra substância ou essência",
Ou “criado”,
Ou "mutável",
Ou "alterável".
A estes a Igreja Católica e Apostólica anatematiza.


O Credo Niceno


    Bettenson explica o Credo de Nicéia como segue:
“Encontrado no trabalho de Epifânio, Ancoratus, 374 dC, e extraído por estudiosos, quase palavra por palavra, a partir das Leituras Catequéticas de S. Cirilo de Jerusalém; lido e aprovado na Calcedônia, 451 dC, como o credo dos ”318 padres que se reuniram em Nicéia e dos 150 que se reuniram posteriormente (por exemplo, em Constantinopla, em 381)”. Por esta razão, muitas vezes chamado de Constantinopolitano ou Niceno-Constantinopolitano, e tido por muitos como uma revisão do credo de Jerusalém realizada por Cirilo.
    ‘Cremos em um Deus Pai Todo-soberano, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis;
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria. E se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim.
    Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir. ’ ”19
    Embora o Concílio dos Bispos tenha aceitado o Credo Niceno, não havia menção à Trindade.
    A controvérsia sobre a natureza de Jesus continuou por várias décadas. No ano 381 d.C. um segundo Concílio Ecumênico se reuniu em Constantinopla20. Este conselho adotou o Credo Niceno afirmando que Jesus e Deus eram co-iguais, co-eternos, e da divindade do Espírito Santo. A doutrina da Trindade veio a ser formalmente estabelecida como a pedra angular da fé cristã para os próximos quinze séculos.

Nota: Assim como a "Oração do Pai Nosso" (Mateus 6:9-13), todos os católicos romanos são obrigados a memorizar o "Credo Niceno", que é incluído nas orações.

    O Imperador Teodósio fez da crença no cristianismo uma questão de decreto imperial:
"Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem a religião que o divino apóstolo Pedro deu aos romanos,... Cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos os que sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial." 21
    Posteriormente, também a doutrina da veneração de Maria como a "mãe de Deus" e "genitora de Deus", foi formulada no Concílio de Constantinopla (553 dC), e o título de "Virgem Maria" foi adicionado. "Nas orações e hinos da Igreja Ortodoxa o nome da mãe de Deus é invocado na mesma proporção que o nome de Cristo e da Santíssima Trindade"... "Na doutrina católica, Maria, a mãe de Deus, foi identificada como a figura da Sabedoria divina. O processo de deificação da mãe de Deus deu um passo adiante aqui, em que Maria é tratada como uma hipóstase divina (a substância). A figura da Sabedoria divina.” 22


Footnotes:
14 Do texto original citado pelo autor: Victor Paul Wierwille: Jesus Christ is not God, American Christian Press. The Way International, New Knoxville, Ohio 45871, (1975-1981), p. 22-23.
15 Hase, A History of the Christian Church, p. 111. ( Ibid, p. 23).
16 Henry Chadwick, The Early Church (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1968)
17 Henry Bettenson, ed., Documents of the Christian Church, 2nd ed. (London: Oxford University Press, 1963)
18 Encyclopaedia Britannica, 1968, s.v. "Council of Nicea."
19 Victor Paul Wierwille: "Jesus Christ is Not God", American Christian Press, New Knoxville, Ohio, pp. 26-27.
20 B.K. Kuiper, The Church in History (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., p. 128 (See – Ibid, p.25).
21 Bamber Gascoigne: "The Christians", Granda Publishing Limited, 1976, Frogmore, St Albans, Herts AI2 2NF and 3 Upper Jemes Street, London Wir 4BP, p. 9.
22 Encyclopaedia Britannica, Macropaedia, Vol. 4, Christianity, p. 483.

A DOUTRINA DA TRINDADE


    A doutrina da Trindade considera um só Deus em três Pessoas. Sendo dito que cada uma delas é sem começo, tendo existido por toda a eternidade. Cada uma contribuindo para ser o Todo-Poderoso, sem que um seja maior ou menor do que os outros; cada um é dito ser o Deus absoluto em todos os sentidos da palavra, que inclui os atributos de Deus, e todos são iguais no tempo, posição, poder e conhecimento. Essa doutrina constitui o núcleo e o pilar da fé cristã defendida por quase todas as denominações cristãs. No entanto, a doutrina da Trindade não é divinamente inspirada, mas um dogma feito por homens e cunhado pelos cristãos durante o último quarto do século 4. Na verdade, foi o resultado do Concílio de Constantinopla, em 381 DC, que concordou em colocar o Espírito Santo no mesmo nível que Deus e Jesus Cristo.
    A Enciclopédia Britânica afirma que: O conceito de unidade de essência (homoousia) do Logos divino com Deus, o Pai, assegurou a completa divindade de Jesus Cristo. O mistério da pessoa de Jesus Cristo poderia ser compreendido na fórmula: duas naturezas em uma pessoa... Não sendo derivada primeiramente no ensino abstrato, mas sim em mudanças na liturgia com novas formas e em inúmeros hinos de culto - como nas palavras da liturgia pascal:

"O Rei dos Céus apareceu na terra pela sua generosidade para com os homens, e foi com os homens que Ele associou-se. Pois Ele tomou sua carne de uma virgem pura e dela saiu, de acordo com a sua vontade. Um deles é o Filho, duas vezes em essência, mas não em pessoa. Portanto, ao anunciá-lo como Deus perfeito e homem perfeito, nós confessamos Cristo como nosso Deus."

    O Credo Atanasiano declara:
“Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade... O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus. Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores.” 11

    A definição ortodoxa da Trindade cristã e Credo de Atanásio:
 "A doutrina da Trindade declara que o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus e, juntos, não exclusivamente, a partir de um único Deus. A Trindade é co-eterna, sem princípio e nem fim, e co-igual."12

    A Igreja Católica Romana afirma: “A Trindade é o termo empregado para significar a doutrina central da religião cristã...” Enquanto a Igreja Ortodoxa grega chama a Trindade, "a doutrina fundamental do cristianismo, dizendo: Os cristãos são aqueles que aceitam Cristo como Deus." No livro "Nossa Fé Cristã Ortodoxa", a mesma Igreja declara: "Deus é trino. O Pai é totalmente Deus, o Filho é totalmente Deus e o Espírito Santo é totalmente Deus..." 13


Footnotes:
11 Disponivel on line no seguinte link
http://www.luz.eti.br/do_credoatanasio.html
12 Do texto original citado pelo autor: I. William Wilson Stevens, Doctrine of the Christian Religion (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1967, pp. 113-122
13 Do texto original citado pelo autor: Bible and Tract Society of Pennsylvania: Should You Believe in Trinity? (1989), Int'l. Bible Students Association Brooklyn, New York, U.S.A. P. 3.

terça-feira, 14 de junho de 2016

OS CRISTÃOS

 

    Mais ou menos 1 bilhão de pessoas em todo o mundo continua a acreditar e praticar a doutrina da Trindade enquanto que o dobro desse número, se não mais, rejeita-a como não apenas não sendo bíblica mas também falaciosa, sem base, sem nexo, incompatível e contrária à razão.
   De acordo com Bamber Gascoigne, no seu livro “Os Cristãos”: ’ Nos primeiro 50 anos de que agora nós chamamos Era Cristã, nem uma palavra sobrevive em nenhum documento sobre Cristo e seus seguidores. Durante os 50 anos seguintes, os próprios cristãos escreveram a maioria do que agora constitui o Novo Testamento. Mas, ainda nenhuma palavra, com pequenas exceções, de algum escritor de fora. E então, no século II, os Romanos começam a comentar.7

“Existe um grupo chamado de cristãos pelo povo, que é odiado pelas suas abominações. Cristo, de quem o nome deriva, sofreu extremamente durante o reinado de Tibério, nas mãos de um de nossos oficiais, Pôncio Pilatos.” (Tacitus)

“Os cristãos são uma classe de homens dados a uma nova e perigosa superstição.” (Suetonius)

“Os pobres miseráveis têm persuadido a eles próprios de que eles serão imortais e viverão para sempre, através da adoração do sofista crucificado e da obediência as leis dele. Portanto, eles desprezam as coisas deste mundo e as consideram propriedade comum. Eles recebem estas doutrinas por tradição, sem nenhuma evidência definitiva. Então, se qualquer charlatão ou trapaceiro surge no meio deles, rapidamente adquire riqueza por imposição sobre este povo simples.” (Lucian)

    Contudo, o cristianismo floresceu e tornou-se uma grande religião, mas os ensinamentos do Cristianismo Moderno, como conhecemos hoje, são diferentes do que foi ensinado por Jesus a seus discípulos. As diferentes doutrinas do cristianismo, como a da Trindade, desenvolveram-se mais tarde. A sua absorção começa durante o reinado do Imperador Constantino, o Grande em Nicéia, e mais tarde tornou-se um dogma plenamente desenvolvido no tempo do Imperador Teodósio em 381 DC - o que é muito estranho. Desde então, o cristianismo tem se multiplicado em muitos diferentes grupos e é difícil agora reconhecer a verdadeira fé cristã. Mas, qualquer que seja, no presente contexto, nenhuma chega nem perto dos ensinamentos originais do profeta. Eles baseiam seus ensinamentos na Bíblia, a qual esta sujeita a constantes revisões.

Apenas Deus sabe quando que os cristãos serão capazes de produzir uma correta (autêntica) copia de suas Escrituras (Bíblia).

    É de se admirar com o número de versões da Bíblia em circulação hoje em dia. Cada uma diferente da outra, e, contudo, cada uma diz ser a versão original. Alguns têm adquirido o gosto de declarar ao mundo que a deles é a divinamente inspirada. E a sua pronta referência está em 2 Timóteo 3:16, na Bíblia, que diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus ...” Mas o que os cristãos não compreendem é que, “substancialmente, o conteúdo da Bíblia deles não é as Escrituras mas apenas histórias, narrativas, eventos e tradições.” O problema torna-se mais complexo quando vimos a saber que algumas versões da Bíblia contêm mais livros que outras. A versão Ortodoxa contém 86 Livros; a versão Carismática contém 76 Livros; a versão Católica Romana contém 73 Livros; e todas as versões protestantes contém 66 Livros incluindo a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, usada pelos Testemunhas de Jeová e outras versões como a Nova Versão Internacional e muitas outras.8
    Além disso, o que dizer sobre as alegações dos distintos revisores da Bíblia da Versão Revisada Padrão (RS), edição revisada de 1952 e do Novo Testamento, segunda edição, de 1971, pela Wm. Collins Sons & Co. Ltd, publicada pela Sociedade Bíblica do Canadá, que dizem no prefácio: (1) "No entanto, a versão King James tem graves defeitos... esses defeitos são tantos e tão graves que pedem uma revisão da tradução em língua inglesa". (2) "A versão King James do Novo Testamento foi baseada em um texto grego que foi marcado por erros". E sobre as acusações das Testemunhas de Jeová em sua publicação Awake (Despertar, em português) de setembro de 1951 que afirma: "A Bíblia tem 50.000 erros."

    E, se eu disser que, contrariamente às nossas crenças "nenhum dos quatro autores dos evangelhos eram discípulos originais de Jesus ." Em (Lucas 6:14-16 e Marcos 3:16-19, na Bíblia), encontramos os nomes dos doze discípulos nomeados por Jesus . Embora os nomes de Mateus e João estejam incluídos, os nomes de Marcos, Lucas e Paulo não são mencionados.
    No entanto, a partir das citações a seguir, pode-se perceber que os dois evangelhos atribuídos a Mateus e João, respectivamente, foram escritos por terceiros. Leia a reprodução do versículo em Mateus 9:9, na Bíblia:

“Saindo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: “Siga-me”. Mateus levantou-se e o seguiu.”

E em João 21:24:
“Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as registrou. Sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”

No primeiro caso, o escritor apenas narrou o que havia acontecido entre Jesus e o homem chamado Mateus, enquanto no segundo caso, é óbvio que a referência verbal ao pronome "nós" se destaca como o escritor.
Vamos agora refletir sobre o que dois estudiosos cristãos dizem sobre a confecção da Bíblia:

"Um copista, às vezes, copiava não o que estava no texto, mas o que ele entendera dele. Ele confiava numa memória volúvel, ou fazia o texto de acordo com as opiniões da escola a qual ele pertencia. Além das versões e citações dos padres, quase quatro mil manuscritos gregos do Novo Testamento, eram conhecidos. Como resultado, a variedade de leitura é considerável." 9

"Assim, Evangelhos foram produzidos, os quais refletem claramente a concepção de necessidades práticas da comunidade para a qual foram escritos. Neles, material tradicional foi utilizado, mas não haveria hesitação em alterá-lo, ou fazer acréscimos, ou deixar de fora o que não atendesse ao propósito do escritor." 10


Footnotes:
7
Bamber Gascoigne: "The Christians", Granada Publishing Limited, 1976, Frogmore, St Albans, Herts Al2 2NF and 3 Upper James Street – London Wir 4BP, p.9.
8 Nota do Tradutor: O autor cita as seguintes versões em língua inglesa que não encontram tradução para o português: King James (1611-1942); American Standard (1901-1944); Revised Standard(1971) Second Edition; Jerusalem Bible; Good News Bible – Today’s English Version (1976); The Holy Bible (1954-1956); Ronald A. Knox; New International Version.
9 J. R., dummelow: Commentary on the Holy Bible, p. 16. – (see – Mrs. Ulfat Aziz-Us-Samad: "Islam and Christianity", 1984, Presidency of Islamic Research IFTA and Propagation, Riyadh, Kingdom of Saudi Arabia p. 7)
10 T.G. Tucker: The History of the Christian in the Light of Modern Knowledge, p. 320. (Ibid, p. 6)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

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A Doutrina da Trindade é Realmente Divina?


Salam.


Vou postar um livro muito bom que tenho, porém vou posta-lo em capítulos.

o Livro se chama A Doutrina da Trindade é Realmente Divina?, Do autor, M. A. C. Cave. E foi traduzido por,  R. S. Reinboldt. Com  revisão de, Samir El Hayek.



Comentários do tradutor e sobre as Notas do Autor:
(1) As versões da Bíblia das quais as citações utilizadas nesta tradução foram retiradas da “A Nova Versão Internacional” e “João Ferreira de Almeida Revisada e Atualizada”, sendo a primeira mais utilizada que a segunda. A segunda opção apenas foi utilizada quando as palavras da Nova Versão Internacional
não condiziam literalmente com a versão inglesa King James 1 utilizada pelo autor.

(2) As citações alcorânicas foram retiradas do “ALCORÃO SAGRADO”, com tradução do significado e comentários de SAMIR EL HAYEK.

(3) Após o nome dos profetas o autor usou a abreviação ( ) (Alaihis Salam – que a paz esteja com ele). Esta é uma saudação que os muçulmanos dirigem a todos os profetas de Deus após pronunciarem seus nomes. No caso do Profeta Mohammad, estaremos usando o símbolo “ ”, que significa: Deus o
abençoe e lhe dê paz.


Na Bíblia, o Evangelho segundo João 8:40, Jesus disse:

“Mas vocês estão procurando matar-me,
(um HOMEM2), sendo que eu lhes falei a

verdade que ouvi de Deus.”


Allah (Deus) disse no Alcorão, Surata “Al-Imran” 3:59:

“O exemplo de Jesus, ante Deus, é idêntico
ao de Adão, que Ele criou do pó, então lhe

disse: Seja! e foi.”


A realidade da Unicidade de Deus e a natureza e o papel de Jesus , de acordo com as Escrituras:
Demolindo o conceito de Deus Encarnado e da Trindade não diminui Jesus, mas coloca Deus em Sua elevada, única e exaltada posição, sem paralelos, como o único verdadeiro Deus digno de ser adorado. Jesus Cristo não é Deus, mas um grande Profeta e mensageiro de Deus!


INTRODUÇÃO


    Nada ofende mais aos cristãos do que lançar dúvidas sobre a doutrina da Trindade, a origem da fé deles. Uma vez que cresci como cristão sei que isto vai certamente machucar um devotado seguidor do cristianismo, algo que ele aprendeu como verdade. Mas fazer de conta que não estou enxergando quando sei o correto está longe de ser justo, uma vez que tenho a obrigação diante do Comando de Deus de guiar aqueles que se desviaram por essa falsa doutrina. É um direito básico de todo indivíduo saber a verdade que o conduzirá ao caminho certo.
    Que o homem foi criado um ser racional, é um fato estabelecido. Consequentemente, ele possui a capacidade da razão. Associado a isso, o homem sempre tem uma inclinação a buscar a verdade. Por consequência, como indivíduo, espera-se que faça deduções objetivas em todas as suas palavras e ações para alcançar suas metas. Como complemento, ele é dotado de livre arbítrio que o capacita a ajustar-se em uma sociedade civilizada. É igualmente correto que ninguém tem o direito de força-lo que aceite até mesmo a verdade. Entretanto, é uma espécie de arrogância e teimosia do ser racional rejeitar a verdade. Homens de princípio não apenas suportam a VERDADE, até mesmo uma verdade amarga, mas também estão prontos para defender esta verdade sob quaisquer circunstâncias ao ponto de até sacrificar suas próprias vidas.
    A Trindade está tão enraizada entre os cristãos que raramente algum deles poderia considerar as implicações do “Deus três em um”.
Embora tenha origem em crenças pagãs, a maioria dos cristãos nunca  questiona a veracidade dessa doutrina, ignorando que ela foi feita por homens e não inspirada por Deus. A doutrina da Trindade declara:

“O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus,
e juntos, sem excluir, eles são um Deus. A Trindade é

eterna, sem começo e sem fim, e igual.”3

    Jesus é considerado pelos trinitários como tendo duas naturezas – humana e divina. Acredita-se que ele seja o Filho de Deus e também Deus, como a segunda pessoa da doutrina da Trindade.
    No entanto, neste livro os leitores irão descobrir que algumas verdades reveladas têm sido deliberadamente deturpadas por pensadores cristãos, escribas, teólogos, escritores, evangelistas e pelas
igrejas a fim de substanciar a afirmação de que a doutrina da Trindade é “divinamente inspirada”. O Profeta Jeremias já tinha advertido o povo sobre a corrupção feita na revelação por aqueles que ensinam a
religião de Deus. Ele disse:

“Como vocês podem dizer: ‘Somos sábios, pois temos a
lei do Senhor’, quando na verdade a pena mentirosa dos
escribas a transformou em mentira?” (Jeremias 8:8, na

Bíblia)


Em relação ao falso conceito de adoração, o Profeta Jesus repetiu-nos a advertência dada pelo Profeta Isaias , mas as pessoas não prestam atenção. Ele diz:

“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”. (Mateus 15, 8-9, na Bíblia)



REPORTAGEM ESPECIAL DO REINO UNIDO


PESQUISA CHOCANTE DOS BISPOS ANGLICANOS


    Ondas de choque se espalharam sobre toda a Inglaterra e o Mundo Cristão quando um relatório no DAILY NEWS do Reino Unido, sob o titulo “Pesquisa Chocante dos Bispos Anglicanos”, afirma que mais da metade dos Bispos Anglicanos da Inglaterra concordam que: “Cristãos não são obrigados a acreditar que Jesus Cristo era Deus.” Na pesquisa, 31 dos 39 Bispos Ingleses negam a DIVINDADE de Jesus e a RESSURREIÇÃO e, por conseguinte, tornam completamente nulas duas das mais fundamentais doutrinas cristãs. Eles atribuem estes conceitos antigos às imprecisões na Bíblia4.

NÃO DEUS – MAS “AGENTE SUPREMO DE DEUS”

    O relatório mais adiante declara que 19 dos 31 Bispos concordam que: “Era suficiente considerar Jesus como o ‘Supremo Agente de Deus.” 5

ASSIM, MAIS DA METADE DOS BISPOS ANGLICANOS ABSOLVERAM-SE DA BLASFÉMIA E CONSIDERARAM... JESUS – COMO SENDO APENAS UM MENSAGEIRO.


BISPO JENKINS CRITICA OS FUNDAMENTOS DA DOUTRINA CRISTÃ

    Numa entrevista para o programa religioso chamado CREDO, pela London’s Weekend Television, o recém ordenado Bispo de Durban – o Reverendo Prof. David Jenkins, que é o quarto mais elevado Bispo na Igreja da Inglaterra – dirigiu o seu ataque à instável base em que toda a estrutura do cristianismo está suportada. As mais fundamentais doutrinas cristãs da DIVINDADE de Jesus e da RESSURREIÇÃO foram criticadas pelo Bispo que disse que os eventos nos primórdios da Missão de Jesus “Não foram Estritamente Verdadeiros, mas adicionados á história de Jesus pelos cristãos da antiguidade para expressar a fé deles em Jesus como sendo o Messias.”6
    Este conceito sobre Deus e Jesus é compartilhado por todos os apóstolos, os primeiros cristãos, os estudiosos cristãos da antiguidade e da modernidade, pensadores, escritores, e até mesmo o cristão
comum. Jesus diz em Mateus 4:10, na Bíblia:

“... Pois está escrito: “Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto.”

Em João 17:3, na Bíblia, ele diz: 

“Esta é a vida eterna: que te conheçam, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

Ainda em João 20:17:

“Estou voltando para meu Pai e Pai de
vocês, para meu Deus e Deus de vocês”.

Estas afirmações não estão claras? De onde é que Jesus veio a ser aceito como Deus?
Agora vem a questão que vale o Bilhão de Dólares: “A doutrina da Trindade é realmente DIVINA?”


Footnotes: 
1 Nota do Tradutor: Segue a tradução do comentário do autor sobre a versão da Bíblia utilizada por ele: “As citações da Bíblia foram retiradas da Versão Standard Revisada (Revised Standard Version/RSV) copiada das línguas originais sendo as versões (King James Version) lançadas: 1611 AD – revisada 1881–1885 AD, e 1901 AD – revisada 1946-1952 AD, e a segunda edição do Novo testamento 1971 AD, publicada por Wm. Collins Sons & Co. Ltd, pela Sociedade Bíblica Canadense, 1835 Yonge St, Toronto 7, Ontario, Canada. Outras versões estão suficientemente indicadas.”
2 Nota do Tradutor: Nas versões da Bíblia traduzidas para o português a palavra “um homem” não foi incluída. Porém ela está presente na King James Version, tradução da Bíblia em língua inglesa usada pelo autor. O leitor pode verificar no seguinte web site que “um homem” faz parte do texto original em hebraico,
http://www.bibliaonline.net/bol/?acao=por_verso&livro=43&capitulo=8&versiculo=40&versao=17,10,11&grupos=&agrupar=on&link=bol&cab=1&lang=pt-BR
3 Victor Paul Wirewille: "Jesus Christ Is Not God", American Christian Press, The Way International, New Knoxville 45871 (1975 and 1981), p. 4.
4 Shock Survey of Anglican Bishops: Daily News, U.K., 25 / 6 / 84, (source: Islamic Propagation Centre International, 20 Green Lane, Small Heath, Birmingham B9 5DB, Tel. 021-773 0137.
5 Bishop Jenkins Slams Fundamental Christian Doctrine: London Daily Mail, page 12, 15 / 7 / 84(source, Ibid)
6 London Daily Mail, U.K., p. 12, 15 / 7 / 84, (Ibid)