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sexta-feira, 2 de março de 2018

Alcorão como guia espiritual, físico, e social

100 Instruções diretas de Deus no Alcorão para a humanidade:

Aqui vou deixar alguns versículos de exemplo.

Allah (Subhana Wa Ta`ala) nos forneceu diretamente 100 instruções através do Al Quran:

1. Não seja rude no discurso (3:159)

2. Conter a raiva (3:134)

3. Seja bom para os outros (4:36)

4. Não seja arrogante (7:13)

5. Perdoe os outros por seus erros (7:199)

6. Fale com as pessoas brandamente (20:44)

7. Abaixe sua voz (31:19)

8. Não ridicularize os outros (49:11)

9. Seja obediente aos pais (17:23)

10. Não diga nenhuma palavra de desrespeito aos pais (17:23)

11. Não entre no quarto dos pais sem pedir permissão (24:58)

12. Anote a dívida (2: 282)

13. Não acompanhe ninguém cegamente (2:170)

14. Dê mais tempo para reembolsar se o devedor estiver em dificuldade (2: 280)

15. Não consuma interesse (2: 27)

16. Não se envolva em suborno (2: 188)

17. Não quebre a promessa (2: 177)

18. Mantenha a confiança (2: 283)

19. Não misture a verdade com falsidade (2:42)

20. Julgue com a justiça entre as pessoas (4:58)

21. Destaque-se firmemente pela justiça (4: 135)

22. A riqueza dos mortos deve ser distribuída entre os membros da família (4: 7)

23. As mulheres também têm direito à herança (4: 7)

24. Não devorem a propriedade dos órfãos (4:10)

25. Proteja os órfãos (2: 220)

26. Não consuma a riqueza uns dos outros injustamente (4:29)

27. Experimente uma solução pacífica entre pessoas (49: 9)

28. Evite a suspeita (49:12)

29. Não espione e calunie (2: 283)

30. Não espione e calunie (49:12)

31. Gaste riqueza em caridade (57: 7)

32. Incentive a alimentação ao pobre (107: 3)

33. Ajude os necessitados encontrando-os (2: 273)

34. Não gaste dinheiro extravagantemente (17:29)

35. Não invalide a caridade com lembretes (2: 264)

36. Honre os convidados (51:26)

37. Peça justiça para as pessoas somente depois de praticá-lo você mesmo (2:44)

38. Não cometa o abuso sobre a terra (2:60)

39. Não impeça as pessoas de ir as mesquitas (2: 114)

40. Lute apenas com aqueles que lutam contra você (2: 190)

41. Mantenha as etiquetas da guerra (2: 191)

42. Não volte as costas na batalha (8:15)

43. Não force a religião (2: 256)

44. Acredite em todos os profetas (2: 285)

45. Não tem relações sexuais durante o período menstrual (2: 222)

46. Amamentar seus filhos durante dois anos completos (2: 233)

47. Não se aproxime de relações sexuais ilegais (17:32)

48. Escolha governantes por seu mérito (2: 247)

49. Não sobrecarrega uma pessoa além de sua capacidade (2: 286)

50. Não se dividam (3: 103)

51. Pense profundamente sobre as maravilhas e a criação deste universo (3: 191)

52. Homens e mulheres têm recompensas iguais por seus atos (3: 195)

53. Não se case com aqueles em sua relação de sangue/família (4:23)

54. A família deve ser liderada por homens (4:34)

55. Não seja miserável (4:37)

56. Não mantenha inveja (4:54)

57. Não mate uns aos outros (4:92)

58. Não seja um defensor do erro (4: 105)

59. Não cooperem no pecado e na agressão (5: 2)

60. Cooperem em justiça (5: 2)

61. "Ter maioria" não é um critério de verdade (6: 116)

62. Seja Justo (5: 8)

63. Punir por crimes de forma exemplar (5:38)

64. Esforce-se contra atos pecaminosos e ilícitos (5:63)

65. Animais mortos, sangue e carne de suíno são proibidos (5: 3) (exceto em caso de fome, ou visitar alguem que só tenha essa carne a oferecer, e não comer em excesso)
"

66. Evite intoxicantes e álcool (5:90)
"Ó vós que credes!  O vinho e o jogo de azar, e as pedras levantadas com nome de ídolos e as varinhas da sorte não são senão abominação: ação de Satan. Então evitai-as na esperança de serdes bem aventurados."

67. Não aposte (5:90)
"Ó vós que credes!  O vinho e o jogo de azar, e as pedras levantadas com nome de ídolos e as varinhas da sorte não são senão abominação: ação de Satan. Então evitai-as na esperança de serdes bem aventurados."

68. Não insulte as divindades dos outros (6: 108)
"E não Injurieis o que eles invocam além de Allah: pois eles injuriariam a Allah, por agressão, sem ciência. Assim, aformoseamos, para cada comunidade, suas obras, em seguida, seu retorno sera a seu Senhor, então, informá-los-a do  que faziam."

69. Não reduza o peso ou medida para enganar as pessoas (6: 152)
"E completar a medida e o peso com equidade. Não impomos a nenhuma alma senão o que é de sua capacidade."

70. Coma e beba, mas não seja excessivo (7:31)
"Ó filhos de Adão! Tomai vossos ornamentos (boas vestes) em cada mesquita. E comei e bebei, e não vis entregueis a excessos. Por certo ele (Allah) não ama os entregues a excessos"

71. Use roupas boas durante os tempos de oração (7:31)
"Ó filhos de Adão! Tomai vossos ornamentos (boas vestes) em cada mesquita. E comei e bebei, e não vis entregueis a excessos. Por certo ele (Allah) não ama os entregues a excessos"

72. Proteja e ajudar aqueles que procuram proteção (9: 6)
"E se um idólatra te pede defesa, defende-o, até que ouça as palavras de Allah, em seguida, faze-o chegar a seu lugar seguro."

73. Mantenha a pureza (9: 108)
"Por certo uma mesquita, fundada sobre a piedade desde o primeiro dia, é mais digna de que nela te detentas. Nela, há homens que amam purificar-se, e Allah ama os que se purificam."

74. Nunca desista da esperança da Misericórdia de Deus (12:87)
"Ide e procurai José e seu irmão, e não vos desespereis da misericórdia de Allah."

75. Allah perdoará aqueles que fizeram mal por ignorância (16: 119)
"E, certamente, teu Senhor, para os que fazem mal por ignorância, e, logo, voltam-se arrependidos e emendam-se, por certo, depois disso, ao teu Senhor é Perdoador, Misericordiador."

76. O convite a Deus deve ser com sabedoria e boa instrução (16: 125)
"Convoca ao caminho do teu Senhor, com a sabedoria e a bela exortação, e discute com eles, da melhor maneira."

77. Ninguém arca com os pecados dos outros (17:15)
"Quem se guia, se guiará Apenas em benefício de si mesmo, e quem se descaminho se descaminhará apenas em prejuízo de si mesmo. E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra."

78. Não mate seus filhos por medo da pobreza (17:31)
"E não Mateis vossos filhos, com receio da indigência: Nós lhes damos sustento, e a vós. Por certo seu assassinato é um grande erro."

79. Não siga o que não tem conhecimento (17:36)
"E não persigas o de que não tens ciência. Por certo, do ouvido e da vista e do coração, de tudo isso se questionará."

80. Mantenha-se distante do que é inútil (23: 3)
"E que dão de ombros à frivolidade."

81. Não entre nas casas dos outros sem pedir permissão (24:27)
"Ó vós que credes, não Entrai em casas outras que as vossas, até que peçais permissão e cumprimenteis seus habitantes. Isso vos é melhor."

82. Allah providenciará segurança para aqueles que crêem somente em Allah (24:55)
"Allah promete aos que, dentre vós crêem e fazem as boas obras que os fará suceder, na terra, como fez suceder aos que foram antes deles, e que lhes fortalecerá a religião, de que Se agrada, no tocante a eles, e lhes tocará segurança após seu medo."

83. Caminhe na terra com humildade (25:63)
"E os servos dO Misericordioso são os que andam, mansamente, sobre a terra, e, quando os ignorantes se dirigem a eles, dizem Salam/Paz."

84. Não negligencie sua porção deste mundo (28:77)
"E busca a Derradeira Morada no que Allah te concedeu, e não esqueças da tua porção, na vida terrena. E Fazes o bem, como Allah te fez bem. E não busques semear a corrupção na terra. Por certo Allah não ama os corruptores."

85. Não invoque, nenhum outro deus junto com Allah (28:88)
"E não invoques, com Allah outro deus. Não existe deus senão Ele. Todas as coisas serão aniquiladas (no dia do juízo) exceto Sua Face. DEle é o julgamento, e a Ele sereis retornados."

86. Não se envolva na homossexualidade (29:29) (Lembre-se de Sodoma e Gomorra na Bíblia)
"Por certo, vós vos achegais aos homens, por lascívia, e cortais o caminho, e vos achegais ao reprovável, em vossas reuniões. Então a resposta de seu povo não foi senão dizer: 'faze-nos vir o castigo de Allah se és dos verídicos.'"
E completando a moral da historia nos versículos 33 e 34
"E, quando Nossos Mensageiros (anjos) chegaram a Lot, ele afligiu-se com eles e sentiu-se impotente para defende-los. E eles disseram: 'Não temas, e não te entristeças. Por certo, salvar-te-emos e a tua família, exceto tua mulher: ela será dos que ficarão para trás.
Por certo faremos descer, sobre os habitantes desta cidade, um tormento do céu, pela perversidade que cometiam."

87. Aproveite o que é certo, proíba errado (31:17)
"Cumpre a oração e ordena o conveniente, e coíbe o reprovável e pacienta, quanto ao que te alcança. Por certo isso é da firmeza indispensável em todas as resoluções."

88. Não ande com insolência pela terra (31:18)
"E não voltes com dsdém teu rosto aos homens, e não andes com jactância pela terra. Por certo Allah não ama nenhum presunçoso, vanglorioso."

89. As mulheres não devem exibir seus adornos (33:33)
"E não façais exibição de vosso encantos corporais como a exibição dos idos tempos da ignorância. E cumpri a oração, e concedei az-zakah, e obedecei a Allah e a Seu mensageiro. Apenas Allah deseja ir-se para longe de vós, a abominação, ó família da Casa, e purificar-vos plenamente."
(Assim os homens mesmo que da família ou de fora não cobiçam o corpo da mulher como se ela fosse um pedaço de carne à venda.)

90. Allah perdoa todos os pecados (39:53)
"Dize: ó meus servos, que vos excedestes em vosso próprio prejuízo, não vos desespereis d misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos. Por certo, Ele é O Perdoador, O misericordiador."

91. Não se desespere da misericórdia de Allah (39:53)
"Dize: ó meus servos, que vos excedestes em vosso próprio prejuízo, não vos desespereis d misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos. Por certo, Ele é O Perdoador, O misericordiador."

92. Afaste o mal com o bem (41:34)
"E o bom e o mal não se igualam. Revida o mal com o que é melhor: então, eis aquele entre o qual e ti há inimizade, como intimo aliado."
(Faça o bem a essa pessoa como se fizesse o bem para um amigo teu).

93. Decida sobre os assuntos, por meio de consulta (42:38)
"E para os que atendem a seu Senhor, e cumprem a oração, e cuja condulta é a consulta, entre eles, e despendam (apenas) daquilo que lhes damos por sustento."

94. O mais nobre de vocês é o mais justo (49:13)
"Ó homens! Por certo, Nós vos criamos de um varão e de uma varoa, e vos fizemos como nações e tribos, para que vos conheçais uns aos outros. Por certo, o mais honrado entre vós, é o mais piedoso. Por certo Allah é Onisciente, Conhecedor."

95. Não há monaquismo na religião (57:27)
"Em seguida, fizemos seguir, em suas pegadas, nossos mensageiros (Noé, Abraão, Jesus, etc.). E fizemos seguir Jesus filho de Maria, e Concedemo-Lhe o  evangelho. E fizemos nos corações dos que o seguiram compaixão e misericórdia. -E o monacato, inventaram-no. Nós não lhes prescrevemos, mas o fizeram em busca do agrado de Allah, e não o respeitaram como deveria ser respeitado (ele profeta e não como filho, nem era ameaça aos judeus).- então Concedemos aos que creram, dentre eles, seu prêmio. E muitos deles foram perversos."

96. Aqueles que têm conhecimento será dado um grau mais elevado por Allah (58:11)
"Ó vós que credes! Quando se vos diz 'dai espaço.' , nas assembleias dai espaço. Allah vos dará espaço no Paraíso. E, quando se diz 'erguei-vos.', erguei-vos. Allah elevará em escalões, os que crêem dentre vós, e aqueles aos quais é concedida a ciência. E Allah do que fazeis é Conhecedor."

97. Trate os não-muçulmanos de uma maneira gentil e justa (60:8)
"Allah não vos proíbe de ser bondosos e justos para os que não vos combaterem na religião, e não vos fizeram sair de vossos lares. Por certo Allah ama os equânimes/justos."

98. Salve-se da cobiça (64:16)
"Então, temei a Allah enquanto puderdes. E ouvi, e obedecei e despendiei: é-vos melhor para vós mesmos. E quem se guarda de sua própria mesquinhez esses são os bem aventurados."

99. Procure perdão de Allah. Ele é Indulgente e Misericordioso (73:20)
" Por certo, teu Senhor sabe que te levantas para orar, durante menos de dois terços da noite, ou sua metade, ou seu terço, e, também uma parte dos que estão contigo.... .... E implorai perdão a Allah, por certo Ele é Perdoador, Misericordiador."

100. Não repelir quem pede (93:10)
"E quanto ao mendigo, não o maltrates."

     Fora essas ainda podemos citar, não cobrar juros, não agredir pessoas de outras religiões, ser bom vizinho, cuidar dos idosos sem família assim como dos orfãos, que entre judeus e cristãos os mais próximos a amizade dos muçulmanos são os cristãos, que as mulheres deve se vestir (bem parecidas com a virgem Maria, cobertas até o cabelo), cuidar dos animais com amor e não maltrata-los, plantar árvores para que pessoas e animais aproveitem seus frutos e sua sombra, visitar os doentes, não fazer prisioneiros, libertar os cativos/escravos, a sorrir com bondade pois isso pode alegrar o dia de uma pessoa, evitar a calúnia, ser fiel ao companheiro/companheira, a ser limpo e se vestir bem mesmo com roupas mais baratas, a não desperdiçar água e comida, a cuidar de nossa saúde física e mental, a buscar o conhecimento.

A Caaba

     A Caaba  é a Casa sagrada de Deus situada no meio da mesquita sagrada na cidade de Meca, na Arábia Saudita.  O cubo negro é familiar para pessoas de todas as crenças devido às imagens que saem da Arábia Saudita todos os anos no período da peregrinação.  Geralmente quando as pessoas vêem essas imagens, sua atenção foca no cubo negro sendo circundado por centenas, se não milhares, de adoradores.  Esse cubo é a Caaba.

“Deus designou a Caaba como Casa Sagrada, como local seguro para os humanos.” (Alcorão 5:97)

     A Caaba é o local mais sagrado no Islã e é a qibla, a direção para a qual os muçulmanos se voltam quando oram.  É chamada a Caaba por causa de sua forma; cubo na língua árabe é ka’b. Às vezes a Caaba é chamada Al Bait Al Atiq, ou a casa emancipada. O profeta Muhammad, que Deus o abençoe, disse que esse nome era usado devido ao fato de que Deus protegeu a Caaba de ficar sob o controle de tiranos.

     A Caaba é feita de granito tirado dos montes próximos a Meca e tem 15 metros de altura, com as laterais medindo 10,5m por 12 m. Hoje a Caaba é coberta por um tecido preto de seda decorado com caligrafia bordada em ouro, conhecida como kiswah.

     No lado sudoeste da Caaba está uma parede semicircular que representa o limite, ou al hatim.  A entrada para a Caaba é feita através de uma porta com 2,13 metros de altura, na parede nordeste.  No interior o chão é feito de mármore e as paredes são cobertas com mármore à meia altura entre o piso e o teto.

     Com as tradições do profeta Muhammad aprendemos que sua amada esposa Aisha perguntava sobre a parede e a porta. Ela diz: “Perguntei ao mensageiro de Deus sobre a parede e se era parte da Casa [a Caaba]. Ele disse: “Sim.” Perguntei: “Então por que não é incorporada à Casa?” Ele disse: “Seu povo está sem dinheiro.”  Perguntei: “E a porta?” Por que é tão alta?” Ele disse: “Seu povo fez assim para que deixassem entrar quem quisessem e mantivessem do lado de fora quem quisessem.  Se não fosse pelo fato de que seu povo ainda continua novo [no Islã] e muito próximo de seu tempo de ignorância, eu incorporaria a parede à Casa e traria a porta para o nível do chão.”

     Versículos do Alcorão são escritos em tabuletas inseridas no mármore e a parte superior da parede interna é coberta com tecido verde decorado com versículos bordados em ouro.  Lâmpadas estão penduradas em uma viga; também existe uma pequena mesa para queimar incensos.  Zeladores perfumam a cobertura do mármore com óleo perfumado, o mesmo óleo usado para ungir a Pedra Negra do lado de fora.

     A Pedra Negra, uma pedra sagrada antiga, está embutida no canto oriental da Caaba, um metro e meio acima do solo.  O profeta Muhammad, que Deus o abençoe, disse: “A pedra negra desceu do paraíso e era branca como leite, mas os pecados dos filhos de Adão a tornaram negra.”

     Os sábios do Islã têm divergido sobre quem construiu a Caaba. Alguns dizem que foi construída pelos anjos.  Outros dizem que o pai da humanidade, Adão, construiu a Caaba, mas ao longo de muitos séculos ela ficou em ruínas e ficou perdida no tempo, para ser reconstruída pelo profeta Abraão e seu filho Ismael.  Todos concordam que a Caaba foi construída ou reconstruída pelo profeta Abraão.

“E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois  Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo.”    (Alcorão 2: 127)

     Desde então a Caaba foi reconstruída várias vezes.  Pelos amalequitas, a tribo de Jurham, Qusayy ibn Kilaab, a tribo dos coraixitas e várias vezes após o advento do Islã.  Pouco antes da missão do profeta Muhammad começar a Caaba foi construída a partir de pedras, sem argamassa, e não era muito mais alta que a altura de um homem. As pessoas tinham roubado tesouro da Caaba e, por isso, os coraixitas decidiram reconstruí-la e acrescentar um teto.

     Cada tribo coletou materiais de construção e trabalhou cooperativamente até que chegou o momento de substituir a pedra negra. Por causa do prestígio envolvido na colocação da pedra, começaram as discussões. Abu Umaiyah ibn al Mughirah um dos homens mais velhos disse: “Ó coraixitas, cheguem a um acordo sobre o que estão discutindo. Deixem que o primeiro homem que atravesse o portão decida a questão para vocês.”

     O primeiro homem foi Muhammad, naquela época conhecido como al amin (o confiável).  Ele sugeriu que carregassem a pedra negra para seu lugar em uma túnica, cada tribo segurando uma ponta para que o prestígio fosse distribuído igualmente. A pedra negra chegou à Caaba dessa maneira e Muhammad então colocou a pedra em seu lugar.     

     A Caaba consiste de quatro cantos.  Finalmente, é importante entender que os muçulmanos não adoram a Caaba ou suas vizinhanças.  É simplesmente a qibla, a direção para a qual os muçulmanos se voltam para orar e, portanto, serve como um ponto focal.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Grupos Sobre O Islam - Em Português

Salam.



Estou com 2 grupos de estudos do Islam no whatsapp. Por enquanto apenas em português.
Como anunciado anteriormente meu objetivo é falar sobre o islam para as pessoas, assim, pessoas de outras religiões que desejarem participar serão sim bem vindas.
Basta me mandar uma mensagem, meu número está na página de contato.




Grupo apenas feminino.








Grupo misto.




quarta-feira, 22 de junho de 2016

A mulher muçulmana

Salam girls.


    Somos diferentes e ao mesmo tempo iguais.
cada uma com seu traço, seu estilo, sua vontade e seu potencial. Porém todas unidas pelo coração, um coração que tem fé e tem amor por si e pelo próximo. Independentemente de ser Suni, shia, sufi, todas servimos ao mesmo criador e seguimos o mesmo Profeta, todas trazemos o mesmo livro no coração. Eternas meninas, que sabem rir, e mesmo na hora de chorar mostra que nada vai derrubar o que carregamos conosco.


                                          

    Muito mais do que vestes e palavras, temos sim atitude, ouvimos quando devemos ouvir, falamos quando devemos falar, ajudamos a quem podemos ajudar, e, acima de tudo jamais nos calar ante a injustiças. Nossa vida não é fácil, somos julgadas por nossa religião e nossas vestes, as pessoas rotulam e generalizam, não se preocupando com o caráter de cada um. Mas acima de todas as pedradas temos Allah conosco, e somos insistentes pois temos uma certeza conosco, nossa fé é maior que qualquer preconceito.

  

    Podemos não estar frente a frente, podemos não nos falar toda hora, mas tendo sempre a certeza que poderemos contar umas com as outras em qualquer momento da vida.



 

    É muito mais do seguir rótulos, é muito mais do que os olhos podem ver, somos especiais, somos princesas, a coroa pode até ser de pano, mas ela nos dignifica, não nos oprime. Somos livres, pensantes, trabalhadoras, mães, filhas, irmãs, amigas, trabalhadoras, princesas, rainhas, frágeis porém fortes o suficiente para superar os obstáculos da vida.
   Jamais perdemos o brilho do nosso olhar, porque temos esperanças, jamais deixamos as dificuldades nos afetar porque somos fortes, jamais estaremos sozinhas, pois unidas somos uma voz forte e inteligente.

Amo vocês habibitys.


Aliya Hussain

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cristãos e muçulmanos

Profeta Muhammad (Salla ALLAHU Alaihi Wasallam) disse:




“Cuidado! Quem quer que seja cruel e duro com uma minoria não-muçulmana ou restrinja seus direitos ou os sobrecarregue com mais do que podem suportar, ou tome qualquer coisa deles contra sua vontade, eu (Profeta Muhammad) o acusarei no Dia do Juízo.” 




(Narrado no Abu Dawud)






“Agradeço, muito comovido, a Deus, nosso Pai, que nos deu essa demonstração do seu amor unindo muçulmanos e cristãos”, disse dom Geraldo.

Veja:



Cristãos e muçulmanos lado a lado.

COMO A TRINDADE DESENVOLVEU-SE NA DOUTRINA CRISTÃ


    A perseguição aos cristãos e a supressão da Igreja primitiva sob os imperadores romanos, que começou no primeiro século, terminou com a chegada ao poder de Constantino, o Grande, na Ponte Mílvio, em 312 dC. Assim, através da conversão ao cristianismo, favores especiais eram oferecidos ao povo na forma de ganhos políticos, militares e sociais. Como resultado, milhares de não-cristãos se uniram à Igreja e permitiram que Constantino exercesse grande poder sobre os assuntos da Igreja.
    Foi durante o reinado de Constantino que a idéia de Jesus Cristo como co-igual a Deus, o Pai, começou a ganhar impulso. Ainda assim, a Trindade não foi uma doutrina estabelecida nessa época. A idéia de um deus trino despertou grande controvérsia no seio da Igreja, uma vez que ainda muitos dos clérigos e leigos não aceitavam a posição de Cristo como Deus.14
    Esta discordância alcançou o nível de confronto entre o Bispo Alexandre da Alexandria, no Egito, e seu presbítero Ário. O Bispo Alexandre ensinava que Jesus era igual a Deus, mas Ário não. Então, em um sínodo realizado em Alexandria em 321 d.C., Ário foi deposto e excomungado.15
    Ário, apesar de institucionalmente desfavorável, ainda tinha muito apoio fora do Egito. Muitos dos bispos importantes, como o versado historiador palestino Eusébio da Cesárea, e seu xará poderoso, Eusébio, bispo de Nicomédia, teologicamente concordavam com Ário: Jesus Cristo não é Deus.16
    A sustentada polêmica perturbou Constantino e, a fim de legitimar sua posição, ele convidou todos os bispos da Igreja Cristã de Nicéia (Ásia Menor) em maio de 325 dC. Assim, o Concílio de Nicéia começou a resolver as controvérsias referentes à relação entre Deus e seu Filho. Constantino, que estava liderando o processo, exerceu o seu poder político persuadindo os bispos a aceitarem a sua posição teológica. O credo assinado por 218 bispos era claramente anti-Ário. Em outras palavras, o Credo de Nicéia sancionou o Filho como co-igual a Deus. Duzentos e dezoito dos bispos assinaram este credo, embora tenha sido realmente o trabalho de uma minoria.17

    A Enciclopédia Britânica resume os trabalhos do Conselho de Nicéia da seguinte forma:
O Conselho de Nicéia reuniu-se em 20 de maio de 325. O próprio Constantino presidindo e ativamente orientando as discussões, e ele pessoalmente propôs (sem dúvida incitado por Ossius) a fórmula crucial expressando a relação de Cristo com Deus no credo emanado pelo conselho, "de uma única substância com o Pai". Intimidados pelo imperador, os bispos, com duas únicas exceções, assinaram o credo, muitos deles contra a sua inclinação pessoal.
Constantino considerou a decisão de Nicéia como divinamente inspirada. Enquanto ele viveu ninguém se atreveu a desafiar abertamente o Credo, mas a esperada concordância não prosseguiu.18


O CREDO DE NICEIA


    Cremos em um Deus Pai Todo-Poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, de uma substância com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas, as coisas no céu e na terra. Que por nós homens e para nossa salvação desceu dos céus e se fez carne, e se fez homem, sofreu, e ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus, e virá para julgar os vivos e mortos.

E no Espírito Santo.

    E aqueles que dizem "Existia, quando ele não existia”, e “Antes dele ter sido gerado ele não exista” e que, "Ele veio a existir a partir do que não existia”, ou aqueles que alegam que o filho de Deus é "de outra substância ou essência",
Ou “criado”,
Ou "mutável",
Ou "alterável".
A estes a Igreja Católica e Apostólica anatematiza.


O Credo Niceno


    Bettenson explica o Credo de Nicéia como segue:
“Encontrado no trabalho de Epifânio, Ancoratus, 374 dC, e extraído por estudiosos, quase palavra por palavra, a partir das Leituras Catequéticas de S. Cirilo de Jerusalém; lido e aprovado na Calcedônia, 451 dC, como o credo dos ”318 padres que se reuniram em Nicéia e dos 150 que se reuniram posteriormente (por exemplo, em Constantinopla, em 381)”. Por esta razão, muitas vezes chamado de Constantinopolitano ou Niceno-Constantinopolitano, e tido por muitos como uma revisão do credo de Jerusalém realizada por Cirilo.
    ‘Cremos em um Deus Pai Todo-soberano, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis;
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria. E se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim.
    Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir. ’ ”19
    Embora o Concílio dos Bispos tenha aceitado o Credo Niceno, não havia menção à Trindade.
    A controvérsia sobre a natureza de Jesus continuou por várias décadas. No ano 381 d.C. um segundo Concílio Ecumênico se reuniu em Constantinopla20. Este conselho adotou o Credo Niceno afirmando que Jesus e Deus eram co-iguais, co-eternos, e da divindade do Espírito Santo. A doutrina da Trindade veio a ser formalmente estabelecida como a pedra angular da fé cristã para os próximos quinze séculos.

Nota: Assim como a "Oração do Pai Nosso" (Mateus 6:9-13), todos os católicos romanos são obrigados a memorizar o "Credo Niceno", que é incluído nas orações.

    O Imperador Teodósio fez da crença no cristianismo uma questão de decreto imperial:
"Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem a religião que o divino apóstolo Pedro deu aos romanos,... Cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos os que sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial." 21
    Posteriormente, também a doutrina da veneração de Maria como a "mãe de Deus" e "genitora de Deus", foi formulada no Concílio de Constantinopla (553 dC), e o título de "Virgem Maria" foi adicionado. "Nas orações e hinos da Igreja Ortodoxa o nome da mãe de Deus é invocado na mesma proporção que o nome de Cristo e da Santíssima Trindade"... "Na doutrina católica, Maria, a mãe de Deus, foi identificada como a figura da Sabedoria divina. O processo de deificação da mãe de Deus deu um passo adiante aqui, em que Maria é tratada como uma hipóstase divina (a substância). A figura da Sabedoria divina.” 22


Footnotes:
14 Do texto original citado pelo autor: Victor Paul Wierwille: Jesus Christ is not God, American Christian Press. The Way International, New Knoxville, Ohio 45871, (1975-1981), p. 22-23.
15 Hase, A History of the Christian Church, p. 111. ( Ibid, p. 23).
16 Henry Chadwick, The Early Church (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1968)
17 Henry Bettenson, ed., Documents of the Christian Church, 2nd ed. (London: Oxford University Press, 1963)
18 Encyclopaedia Britannica, 1968, s.v. "Council of Nicea."
19 Victor Paul Wierwille: "Jesus Christ is Not God", American Christian Press, New Knoxville, Ohio, pp. 26-27.
20 B.K. Kuiper, The Church in History (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., p. 128 (See – Ibid, p.25).
21 Bamber Gascoigne: "The Christians", Granda Publishing Limited, 1976, Frogmore, St Albans, Herts AI2 2NF and 3 Upper Jemes Street, London Wir 4BP, p. 9.
22 Encyclopaedia Britannica, Macropaedia, Vol. 4, Christianity, p. 483.

A DOUTRINA DA TRINDADE


    A doutrina da Trindade considera um só Deus em três Pessoas. Sendo dito que cada uma delas é sem começo, tendo existido por toda a eternidade. Cada uma contribuindo para ser o Todo-Poderoso, sem que um seja maior ou menor do que os outros; cada um é dito ser o Deus absoluto em todos os sentidos da palavra, que inclui os atributos de Deus, e todos são iguais no tempo, posição, poder e conhecimento. Essa doutrina constitui o núcleo e o pilar da fé cristã defendida por quase todas as denominações cristãs. No entanto, a doutrina da Trindade não é divinamente inspirada, mas um dogma feito por homens e cunhado pelos cristãos durante o último quarto do século 4. Na verdade, foi o resultado do Concílio de Constantinopla, em 381 DC, que concordou em colocar o Espírito Santo no mesmo nível que Deus e Jesus Cristo.
    A Enciclopédia Britânica afirma que: O conceito de unidade de essência (homoousia) do Logos divino com Deus, o Pai, assegurou a completa divindade de Jesus Cristo. O mistério da pessoa de Jesus Cristo poderia ser compreendido na fórmula: duas naturezas em uma pessoa... Não sendo derivada primeiramente no ensino abstrato, mas sim em mudanças na liturgia com novas formas e em inúmeros hinos de culto - como nas palavras da liturgia pascal:

"O Rei dos Céus apareceu na terra pela sua generosidade para com os homens, e foi com os homens que Ele associou-se. Pois Ele tomou sua carne de uma virgem pura e dela saiu, de acordo com a sua vontade. Um deles é o Filho, duas vezes em essência, mas não em pessoa. Portanto, ao anunciá-lo como Deus perfeito e homem perfeito, nós confessamos Cristo como nosso Deus."

    O Credo Atanasiano declara:
“Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade... O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus. Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores.” 11

    A definição ortodoxa da Trindade cristã e Credo de Atanásio:
 "A doutrina da Trindade declara que o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus e, juntos, não exclusivamente, a partir de um único Deus. A Trindade é co-eterna, sem princípio e nem fim, e co-igual."12

    A Igreja Católica Romana afirma: “A Trindade é o termo empregado para significar a doutrina central da religião cristã...” Enquanto a Igreja Ortodoxa grega chama a Trindade, "a doutrina fundamental do cristianismo, dizendo: Os cristãos são aqueles que aceitam Cristo como Deus." No livro "Nossa Fé Cristã Ortodoxa", a mesma Igreja declara: "Deus é trino. O Pai é totalmente Deus, o Filho é totalmente Deus e o Espírito Santo é totalmente Deus..." 13


Footnotes:
11 Disponivel on line no seguinte link
http://www.luz.eti.br/do_credoatanasio.html
12 Do texto original citado pelo autor: I. William Wilson Stevens, Doctrine of the Christian Religion (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1967, pp. 113-122
13 Do texto original citado pelo autor: Bible and Tract Society of Pennsylvania: Should You Believe in Trinity? (1989), Int'l. Bible Students Association Brooklyn, New York, U.S.A. P. 3.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

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A Doutrina da Trindade é Realmente Divina?


Salam.


Vou postar um livro muito bom que tenho, porém vou posta-lo em capítulos.

o Livro se chama A Doutrina da Trindade é Realmente Divina?, Do autor, M. A. C. Cave. E foi traduzido por,  R. S. Reinboldt. Com  revisão de, Samir El Hayek.



Comentários do tradutor e sobre as Notas do Autor:
(1) As versões da Bíblia das quais as citações utilizadas nesta tradução foram retiradas da “A Nova Versão Internacional” e “João Ferreira de Almeida Revisada e Atualizada”, sendo a primeira mais utilizada que a segunda. A segunda opção apenas foi utilizada quando as palavras da Nova Versão Internacional
não condiziam literalmente com a versão inglesa King James 1 utilizada pelo autor.

(2) As citações alcorânicas foram retiradas do “ALCORÃO SAGRADO”, com tradução do significado e comentários de SAMIR EL HAYEK.

(3) Após o nome dos profetas o autor usou a abreviação ( ) (Alaihis Salam – que a paz esteja com ele). Esta é uma saudação que os muçulmanos dirigem a todos os profetas de Deus após pronunciarem seus nomes. No caso do Profeta Mohammad, estaremos usando o símbolo “ ”, que significa: Deus o
abençoe e lhe dê paz.


Na Bíblia, o Evangelho segundo João 8:40, Jesus disse:

“Mas vocês estão procurando matar-me,
(um HOMEM2), sendo que eu lhes falei a

verdade que ouvi de Deus.”


Allah (Deus) disse no Alcorão, Surata “Al-Imran” 3:59:

“O exemplo de Jesus, ante Deus, é idêntico
ao de Adão, que Ele criou do pó, então lhe

disse: Seja! e foi.”


A realidade da Unicidade de Deus e a natureza e o papel de Jesus , de acordo com as Escrituras:
Demolindo o conceito de Deus Encarnado e da Trindade não diminui Jesus, mas coloca Deus em Sua elevada, única e exaltada posição, sem paralelos, como o único verdadeiro Deus digno de ser adorado. Jesus Cristo não é Deus, mas um grande Profeta e mensageiro de Deus!


INTRODUÇÃO


    Nada ofende mais aos cristãos do que lançar dúvidas sobre a doutrina da Trindade, a origem da fé deles. Uma vez que cresci como cristão sei que isto vai certamente machucar um devotado seguidor do cristianismo, algo que ele aprendeu como verdade. Mas fazer de conta que não estou enxergando quando sei o correto está longe de ser justo, uma vez que tenho a obrigação diante do Comando de Deus de guiar aqueles que se desviaram por essa falsa doutrina. É um direito básico de todo indivíduo saber a verdade que o conduzirá ao caminho certo.
    Que o homem foi criado um ser racional, é um fato estabelecido. Consequentemente, ele possui a capacidade da razão. Associado a isso, o homem sempre tem uma inclinação a buscar a verdade. Por consequência, como indivíduo, espera-se que faça deduções objetivas em todas as suas palavras e ações para alcançar suas metas. Como complemento, ele é dotado de livre arbítrio que o capacita a ajustar-se em uma sociedade civilizada. É igualmente correto que ninguém tem o direito de força-lo que aceite até mesmo a verdade. Entretanto, é uma espécie de arrogância e teimosia do ser racional rejeitar a verdade. Homens de princípio não apenas suportam a VERDADE, até mesmo uma verdade amarga, mas também estão prontos para defender esta verdade sob quaisquer circunstâncias ao ponto de até sacrificar suas próprias vidas.
    A Trindade está tão enraizada entre os cristãos que raramente algum deles poderia considerar as implicações do “Deus três em um”.
Embora tenha origem em crenças pagãs, a maioria dos cristãos nunca  questiona a veracidade dessa doutrina, ignorando que ela foi feita por homens e não inspirada por Deus. A doutrina da Trindade declara:

“O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus,
e juntos, sem excluir, eles são um Deus. A Trindade é

eterna, sem começo e sem fim, e igual.”3

    Jesus é considerado pelos trinitários como tendo duas naturezas – humana e divina. Acredita-se que ele seja o Filho de Deus e também Deus, como a segunda pessoa da doutrina da Trindade.
    No entanto, neste livro os leitores irão descobrir que algumas verdades reveladas têm sido deliberadamente deturpadas por pensadores cristãos, escribas, teólogos, escritores, evangelistas e pelas
igrejas a fim de substanciar a afirmação de que a doutrina da Trindade é “divinamente inspirada”. O Profeta Jeremias já tinha advertido o povo sobre a corrupção feita na revelação por aqueles que ensinam a
religião de Deus. Ele disse:

“Como vocês podem dizer: ‘Somos sábios, pois temos a
lei do Senhor’, quando na verdade a pena mentirosa dos
escribas a transformou em mentira?” (Jeremias 8:8, na

Bíblia)


Em relação ao falso conceito de adoração, o Profeta Jesus repetiu-nos a advertência dada pelo Profeta Isaias , mas as pessoas não prestam atenção. Ele diz:

“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”. (Mateus 15, 8-9, na Bíblia)



REPORTAGEM ESPECIAL DO REINO UNIDO


PESQUISA CHOCANTE DOS BISPOS ANGLICANOS


    Ondas de choque se espalharam sobre toda a Inglaterra e o Mundo Cristão quando um relatório no DAILY NEWS do Reino Unido, sob o titulo “Pesquisa Chocante dos Bispos Anglicanos”, afirma que mais da metade dos Bispos Anglicanos da Inglaterra concordam que: “Cristãos não são obrigados a acreditar que Jesus Cristo era Deus.” Na pesquisa, 31 dos 39 Bispos Ingleses negam a DIVINDADE de Jesus e a RESSURREIÇÃO e, por conseguinte, tornam completamente nulas duas das mais fundamentais doutrinas cristãs. Eles atribuem estes conceitos antigos às imprecisões na Bíblia4.

NÃO DEUS – MAS “AGENTE SUPREMO DE DEUS”

    O relatório mais adiante declara que 19 dos 31 Bispos concordam que: “Era suficiente considerar Jesus como o ‘Supremo Agente de Deus.” 5

ASSIM, MAIS DA METADE DOS BISPOS ANGLICANOS ABSOLVERAM-SE DA BLASFÉMIA E CONSIDERARAM... JESUS – COMO SENDO APENAS UM MENSAGEIRO.


BISPO JENKINS CRITICA OS FUNDAMENTOS DA DOUTRINA CRISTÃ

    Numa entrevista para o programa religioso chamado CREDO, pela London’s Weekend Television, o recém ordenado Bispo de Durban – o Reverendo Prof. David Jenkins, que é o quarto mais elevado Bispo na Igreja da Inglaterra – dirigiu o seu ataque à instável base em que toda a estrutura do cristianismo está suportada. As mais fundamentais doutrinas cristãs da DIVINDADE de Jesus e da RESSURREIÇÃO foram criticadas pelo Bispo que disse que os eventos nos primórdios da Missão de Jesus “Não foram Estritamente Verdadeiros, mas adicionados á história de Jesus pelos cristãos da antiguidade para expressar a fé deles em Jesus como sendo o Messias.”6
    Este conceito sobre Deus e Jesus é compartilhado por todos os apóstolos, os primeiros cristãos, os estudiosos cristãos da antiguidade e da modernidade, pensadores, escritores, e até mesmo o cristão
comum. Jesus diz em Mateus 4:10, na Bíblia:

“... Pois está escrito: “Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto.”

Em João 17:3, na Bíblia, ele diz: 

“Esta é a vida eterna: que te conheçam, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

Ainda em João 20:17:

“Estou voltando para meu Pai e Pai de
vocês, para meu Deus e Deus de vocês”.

Estas afirmações não estão claras? De onde é que Jesus veio a ser aceito como Deus?
Agora vem a questão que vale o Bilhão de Dólares: “A doutrina da Trindade é realmente DIVINA?”


Footnotes: 
1 Nota do Tradutor: Segue a tradução do comentário do autor sobre a versão da Bíblia utilizada por ele: “As citações da Bíblia foram retiradas da Versão Standard Revisada (Revised Standard Version/RSV) copiada das línguas originais sendo as versões (King James Version) lançadas: 1611 AD – revisada 1881–1885 AD, e 1901 AD – revisada 1946-1952 AD, e a segunda edição do Novo testamento 1971 AD, publicada por Wm. Collins Sons & Co. Ltd, pela Sociedade Bíblica Canadense, 1835 Yonge St, Toronto 7, Ontario, Canada. Outras versões estão suficientemente indicadas.”
2 Nota do Tradutor: Nas versões da Bíblia traduzidas para o português a palavra “um homem” não foi incluída. Porém ela está presente na King James Version, tradução da Bíblia em língua inglesa usada pelo autor. O leitor pode verificar no seguinte web site que “um homem” faz parte do texto original em hebraico,
http://www.bibliaonline.net/bol/?acao=por_verso&livro=43&capitulo=8&versiculo=40&versao=17,10,11&grupos=&agrupar=on&link=bol&cab=1&lang=pt-BR
3 Victor Paul Wirewille: "Jesus Christ Is Not God", American Christian Press, The Way International, New Knoxville 45871 (1975 and 1981), p. 4.
4 Shock Survey of Anglican Bishops: Daily News, U.K., 25 / 6 / 84, (source: Islamic Propagation Centre International, 20 Green Lane, Small Heath, Birmingham B9 5DB, Tel. 021-773 0137.
5 Bishop Jenkins Slams Fundamental Christian Doctrine: London Daily Mail, page 12, 15 / 7 / 84(source, Ibid)
6 London Daily Mail, U.K., p. 12, 15 / 7 / 84, (Ibid)

domingo, 5 de junho de 2016

Feliz Ramadan 2016

Que Allah abençoe a todos nós. Que possamos honrar nosso compromisso, e que possamos fortalecer nossa fé. Que possamos nos fazer mais humildes. E fazer a paz.
Ameen.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A Atitude do Crente

Salam.



    Para ser um muçulmano, isto é, se submeter a Deus, é necessário acreditar na unicidade de Deus, no sentido de Ele ser o único Criador, Preservador, Provedor, etc. Mas essa crença não é suficiente. Muitos dos idólatras sabiam e acreditavam que somente o Deus Supremo poderia fazer tudo isso. Porém, isso não era suficiente para torná-los muçulmanos. Além dessa crença, dever-se-ia reconhecer o fato de que apenas Deus merece ser adorado e, portanto, o ser humano deve se abster da adoração de qualquer outra coisa ou ser.
    Ao ter alcançado esse conhecimento do único verdadeiro Deus, o homem deve constantemente ter fé Nele e não deve permitir que nada o induza a negar a verdade.
    Isso significa, que se alguém se submete, conscientemente, a Deus sem reservas e admite que Ele é o único merecedor de sua adoração, esse alguém, consequentemente, deve adorá-Lo. Isto é, saber que devemos obedecê-lo, ou seja, colocar em prática o que reconhecemos em nossos corações. Deus pergunta, retoricamente:


“E supusestes que vos criamos sem propósito e que não seríeis retornados a Nós?” (Alcorão 23:115)

 Ele também afirma categoricamente:

 “Eu não criei a Humanidade e os Jinns exceto para Me adorarem.” (Alcorão 51:56)

    Portanto, quando a fé entra no coração de uma pessoa, provoca certos estados mentais que resultam em certas ações. Reunidos, esses estados mentais e ações são a prova de uma fé verdadeira. O Profeta, que Deus o exalte, disse:

“Fé é o que reside firmemente no coração e que é provado pelos atos.”

    O mais importante desses estados mentais é o sentimento de gratidão a Deus, que se pode dizer que é a essência da adoração.
    O sentimento de gratidão é tão importante que um não-crente é chamado de ‘kafir’, que significa ‘aquele que nega a verdade’ e também ‘aquele que é ingrato’.
    Um crente ama e é grato a Deus pelas graças que recebeu, mas por estar ciente do fato de que seus bons atos, sejam mentais ou físicos, estão longe de se equiparar aos favores Divinos, ele está sempre ansioso pela possibilidade de Deus puni-lo, aqui ou na Vida Futura. Portanto, teme-o, submete-se a Ele e O serve com grande humildade. Não se pode estar em tal estado mental sem estar consciente de que Deus existe, praticamente, o tempo todo. Relembrar Deus é, portanto, a força vital da fé, sem a qual ela perde o vigor e se esvai.
    O Alcorão tenta promover esse sentimento de gratidão pela repetição dos atributos de Deus com muita frequência. Encontramos a maioria desses atributos reunidos nos seguintes versículos do Alcorão:

“Ele é Deus; não existe deus exceto Ele. Ele é o Conhecedor do oculto e do visível; Ele é o Clemente, o Misericordioso. Ele é Deus; não existe deus exceto Ele. Ele é o Rei, O Puro, A Paz, O Confortador, O Preservador, o Todo-Poderoso, o Transcendente, o Sublime. Glorificado seja Deus, acima do que idolatram! Ele é Deus, o Criador, o Iniciador da Criação, o Configurador. A Ele pertencem os Mais Belos Nomes. Tudo que está nos céus e na terra O glorifica; Ele é O Todo Poderoso, O Sábio.” (Alcorão 59:22-24) 

Também,

“Não existe deus exceto Ele, o Vivente, o Eterno. Não O tomam, nem sonolência nem sono. A Ele pertence tudo que está nos céus e na terra. Quem intercederá junto a Ele exceto com Sua permissão?Ele sabe o seu passado e o seu futuro e não compreendem nada do Seu conhecimento exceto o que Ele quer. Seu Trono se estende sobre os céus e a terra. Preservá-los não O fadiga; Ele é o Altíssimo, o Glorioso.” (Alcorão 2:255)

“Não existe deus exceto Ele, o Vivente, o Eterno. Não O tomam, nem sonolência nem sono. A Ele pertence tudo que está nos céus e na terra. Quem intercederá junto a Ele exceto com Sua permissão?Ele sabe o seu passado e o seu futuro e não compreendem nada do Seu conhecimento exceto o que Ele quer. Seu Trono se estende sobre os céus e a terra. Preservá-los não O fadiga; Ele é o Altíssimo, o Glorioso.” (Alcorão 2:255)

Também,

“Povo do Livro, não vos excedais nos limites de vossa religião e não digais acerca de Deus exceto a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, era apenas o Mensageiro de Deus e Seu Verbo, que colocou sobre Maria e um Espírito vindo Dele. Então acredite em Deus e Seus Mensageiros e não digam “Três”. Abstende-vos; é melhor para vós. Deus é um único Deus. Glorificado seja Ele – [Ele está] acima de ter um filho.” (Alcorão 4:171)

    Portanto, nós temos três etapas em nosso reconhecimento de Deus como o Único Verdadeiro Deus. Nós devemos acreditar que Ele é o Criador, Controlador e Juiz supremo do universo e de tudo que ele contém; nós devemos nos abster de adorar qualquer coisa exceto Ele e, então, direcionar-lhe a nossa adoração, de fato, devemos saber que apenas Deus tem todos os atributos e nomes divinos, não podemos aplicá-los a qualquer outro ser, não importa quem eles sejam. Se alguém simplesmente reconhecer, verbalmente, essas condições, mesmo que se abstenha de aplicá- las a outros deuses, não é suficiente. Elas devem ser, sinceramente, direcionadas Àquele que as merece.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Atributos de Deus

Salam.


    Se o Criador é Eterno e Perene, então Seus atributos também devem ser eternos e perenes. Se for assim, então Seus atributos são absolutos. Pode haver mais de um Criador com tais atributos absolutos? Pode haver, por exemplo, dois Criadores absolutamente poderosos? Uma rápida reflexão mostra que isso não é viável.

O Alcorão resume esse argumento nos seguintes versículos:

“Deus não tomou para Si nenhum filho, nem existe com Ele qualquer deus: porque cada deus teria tomado o que criara e alguns deles teriam sido arrogantes em relação aos outros.” (Alcorão 23:91) 

Também,

“E porque, se existissem deuses na terra e no céu além de Deus, eles [céu e terra] certamente se arruinariam.” (Alcorão 21:22)

O Conceito de Deus no Islam


Salam.




    É um fato conhecido que todo idioma tem um ou mais termos que são usados para se referir a Deus e, às vezes, as divindades menores, ao mesmo tempo. Esse não é o caso de Deus.
    Deus é o nome pessoal do Deus Único. Ninguém mais pode ser chamado Deus. O termo não tem plural ou gênero. Isso mostra sua singularidade quando comparado com a palavra "deus", que pode ser usada no plural, como em "deuses", ou no feminino, como em "deusas." É interessante notar que Allah é o nome pessoal de Deus em aramaico, a língua de Jesus, uma língua irmã do árabe
    O Deus Único é uma reflexão do conceito singular que o Islam associa a Deus. Para um muçulmano, Deus é o Criador Todo-Poderoso e Sustentador do universo, Que não é semelhante a nada e nada é comparável a Ele. Ao Profeta Muhammad foi perguntado por seus contemporâneos sobre Deus; a resposta veio diretamente do próprio Deus, na forma de um capítulo curto do Alcorão, que é considerado a essência da unicidade ou lema do monoteísmo. Esse é o capítulo 112, que diz:

“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.”

 “Dize [Ó Muhammad], Ele é Deus, o Único Deus, o Refúgio Eterno, que não gerou e não foi gerado e não há ninguém igual a Ele.” 


    Alguns não-muçulmanos alegam que Deus, no Islam, é um Deus severo e cruel que exige ser obedecido.completamente.e consequentemente não é amoroso ou gentil. Nada poderia ser mais distante da verdade do que essa alegação. É suficiente saber que, com exceção de um, cada um dos 114 capítulos do Alcorão começa com o versículo, “Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.” Em um dos ditos do Profeta Muhammad, que Deus o exalte, nos é dito que:

“Deus é mais amoroso e gentil do que uma mãe com o seu filho.” 

    Por outro lado, Deus também é Justo. Portanto, os malfeitores e pecadores devem ter sua parcela de punição e os virtuosos devem ter a generosidade e favores de Deus. Na verdade, o atributo da Misericórdia de Deus tem manifestação plena em Seu atributo de Justiça. Pessoas que sofrem, ao longo de toda a vida, em Seu nome, não devem receber de seu Senhor o mesmo tratamento que as pessoas que oprimem e exploram seu próximo a vida inteira. Esperar tratamento semelhante seria equivalente a negar a crença na prestação de contas do homem na Vida Futura e, portanto, negar todos os incentivos para uma vida moral e virtuosa nesse mundo. Os versículos corânicos seguintes são muito claros e diretos a esse respeito:

“Verdadeiramente, para os Virtuosos haverá os jardins de Deleites, na Presença de seu Senhor. Então Nós devemos tratar as pessoas de Fé como as pessoas do Pecado? Que há convosco? Como julgais?” (Alcorão 68:34-36)

    O Islã rejeita caracterizar Deus em qualquer forma humana ou descrevê-Lo como se favorecesse certos indivíduos ou nações com base em fortuna, poder ou raça. Ele criou os seres humanos iguais, podendo se distinguir e obter o favor de Deus, somente através de virtude e devoção.
    Os conceitos de Deus descansar no sétimo dia da criação, lutar com um de Seus soldados, ser um conspirador com inveja da humanidade, ou encarnar em qualquer ser humano, são considerados blasfêmia do ponto de vista islâmico
    O uso singular de Deus como um nome pessoal é uma reflexão da ênfase do Islam na pureza da crença em Deus, que é a essência da mensagem de todos os emissários de Deus. Por causa disso, o Islam considera a associação, de qualquer deidade ou personalidade, a Deus, como um pecado mortal que nunca será perdoado, apesar do fato d’Ele pode perdoar todos os outros pecados.
    O Criador deve ser de uma natureza diferente das coisas criadas porque, se Ele é da mesma natureza que elas, será temporal e, portanto, precisará de um criador. Disso se conclui que nada é como Ele. Além disso, se o Criador não é temporal, então deve ser eterno. Se é eterno, entretanto, não pode ser causado e se nada O trouxe à existência, nada fora Dele faz com que continue a existir, o que significa que é auto-suficiente. E, se não depende de nada para a continuação de Sua própria existência, então essa existência não pode ter fim e, portanto, o Criador é eterno e perene. Sendo assim, nós sabemos que é Auto-suficiente ou Auto-subsistente e Eterno ou, para usar um termo corânico, Al-Qayyum: “Ele é o Primeiro e o Último.” 
    O Criador não cria apenas no sentido de trazer coisas à existência, Ele também as preserva e as tira da existência, é a causa suprema do que quer que lhes aconteça. 

O Criador não cria apenas no sentido de trazer coisas à existência, Ele também as preserva e as tira da existência, é a causa suprema do que quer que lhes aconteça. 

“Deus é o Criador de tudo. Ele é o guardião de tudo. A Ele pertencem as chaves dos céus e da terra." (Alcorão 39:62-63)

E Deus diz:

“Nenhuma criatura caminha sobre a terra sem que a sua provisão venha de Deus. Ele conhece a sua morada e seu repositório.” (Alcorão 11:16)


Por iiie.net


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Projeto de Dawa

Salam.


   


    Temos agora uma equipe maravilhosa de Dawa, o maior projeto de dawa para o Brasil em 2016.

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domingo, 1 de maio de 2016

Um Diálogo Entre Cristãos E Muçulmanos - parte 3

Assalamu Aleikum.


    Aqui uma série de posts do Livro "Um Diálogo Entre Cristãos E Muçulmanos", infelizmente não sei o autor, mas assim que souber vou dar-lhe os devidos méritos. Allah sabe mais. O livro é muito bom, então resolvi colocar aqui.






O Julgamento e a Salvação


    Falamos sobre Deus, sobre os humanos e sobre as relações entre eles. O que dizer
sobre o julgamento? Como podemos nós, humanos, de uma perspectiva islâmica,
dominar o "pecado"? O Alcorão ensina que a vida é um teste, que a vida terrena é
temporária.

"Que criou a vida e a morte, para testar quem de vós melhor se comporta, porque
é Poderoso, o Indulgentíssimo.'' (Alcorão Sagrado, surata Al Mulk 67:2).

    O muçulmano acredita que há uma recompensa e uma punição, que existe vida depois
da morte e que a recompensa ou a punição não precisa, necessariamente, esperar
pelo dia do Julgamento, mas começa imediatamente após o enterro. O muçulmano crê
na ressurreição, na prestação de contas e no dia do Julgamento.
Para o muçulmano, exigir a perfeição, a fim de ganhar a salvação, não é prático. Não
só é exigir o impossível como, também, é injusto.

    O Islam ensina uma pessoa a ser humilde e a saber que nós não alcançamos a
salvação por nossa própria conta. A reconciliação do ser humano "pecaminoso" com
Deus é uma contingência de três elementos: o mais importante é a Graça, Misericórdia
e Generosidade de Deus. Depois, são as boas ações e uma crença correta.

    Crença correta e boas ações são requisitos indispensáveis para a Graça e Perdão de
Deus e para nos elevarmos acima de nossos erros. Como podemos nos purificar do
pecado? O Alcorão prescreve:

"E quem cometer uma má ação ou se condenar e, em seguida (arrependido),
implorar o perdão de Deus, sem dúvida achá-Lo-á Indulgente,
Misericordiosíssimo." (Alcorão Sagrado, surata An Nissá 4:110)

Em outra passagem comovente, lemos:
"Porque as boas ações anulam as más" (Alcorão Sagrado, surata Hud 11:114)

    O Islam nos ensina o arrependimento, a interrompermos os caminhos do mal, a sermos
solidários com o que alguém fez e a aconselharmos o caminho de Deus, tanto quanto
seja humanamente possível.

    O muçulmano não crê na necessidade do derramamento de sangue, muito menos do
sangue do inocente, para purificar os pecados. Ele acredita que Deus não está
interessado no sangue ou no sacrifício de ninguém, mas, sim, no arrependimento
sincero. O Alcorão coloca isto muito claramente:

"Mas, Minha Misericórdia se extende a todas as coisas." (Alcorão Sagrado, surata

Al A'raf 7:156).



Os Aspectos Aplicados


    Que o ser humano é o procurador de Deus na terra, seria inconsistente para um
muçulmano separar os vários aspectos da vida, o espiritual e o material, estado e
religião.

    Sabemos bastante sobre os "cinco pilares do Islam", mas, muitas vezes, eles são
apresentados de uma forma superficial, como sendo todo o conjunto do Islam. Eles não
são o conjunto do Islam, da mesma forma que ninguém pode alegar que tem uma casa
funcional composta exclusivamente de cinco pilares de concreto. Serão necessários,
telhado, paredes, janelas, portas e outras coisas.

    Conforme os construtores dizem, os pilares são condições necessárias, mas não o
suficiente. Os cinco pilares do Islam (o testemunho, as cinco preces diárias, o jejum, a
caridade, a peregrinação) são apresentados por muitos escritores como questão de
ritual formal. Mesmo o pilar que é passível de parecer ritualístico, as preces diárias,
nada mais é do que um ato espiritual que envolve muito mais do que simplesmente
prostrar ou levantar.

    Na verdade, são lições políticas e sociais que ensinam o muçulmano. O que pode
parecer como compartimentos separados da vida não existem para o muçulmano. Um
muçulmano não diz "Isto é um negócio e aquilo é moral". Moral, espiritual, econômico,
social e governamental estão interrelacionados, por que tudo, inclusive César, pertence
a Deus e a Deus tão-somente.


As Relações Entre os Muçulmanos e os Não-Muçulmanos


    Concluindo, qual a atitude de um muçulmano em relação a um não muçulmano? Para
começar, e precisamos ser francos sobre isto, o Alcorão nos incumbe de transmitir a
mensagem de Deus, em sua forma final, o Alcorão, a toda a humanidade.

    Não estamos falando aqui de conversão. Não gosto desta palavra. Na verdade, vir para
o Islam, a religião de todos os profetas em sua forma final, não significa abandonar os
profetas anteriores.
   É muito mais um acréscimo do que uma conversão, porque não envolve mudanças de
natureza espiritual. No Alcorão, a natureza humana genuína é uma "natureza
muçulmana", que conhece seu Senhor e deseja se submeter a Ele. O Alcorão afirma
que:

"Não há compulsão na religião" (Alcorão Sagrado, surata Al Bacara 2:256)

    Costumo usar o termo "reversão" para substituir a palavra "conversão", no sentido de
um retorno ao monoteísmo autêntico, dentro do qual todos fomos criados. Assim, o
muçulmano aprende a ser tolerante em relação aos outros. De fato, o Alcorão não só proíbe a compulsão na religião, como, também, proíbe a agressão, embora a defesa
seja permitida:

"Combatei, pela causa de Deus, aqueles que vos combatem, porém não
pratiqueis a agressão, porque Deus não estima os agressores." (Alcorão Sagrado,
surata Al Bacara 2:190).

    Além disso, achamos que, dentro desta regra geral de lidar com não muçulmanos, o
"povo do Livro" é um termo especial que o Alcorão concedeu a judeus e cristãos.

    Por que "povo do Livro"? Porque o muçulmano faz uma nítida distinção entre o
politeísta, ou ateu, e aqueles que seguem os profetas que originalmente receberam
revelações de Deus. Ainda que um muçulmano possa assinalar pontos de diferenças
teológicas, ainda assim acreditamos na origem divina daquelas revelações em suas

formas "originais".

    Como um muçulmano deve tratar o "povo do Livro"? Diz o Alcorão:

"Deus nada vos proíbe, quanto aqueles que não vos combateram pela causa da
religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com
gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos. Deus vos proíbe tão somente
de entrar em privacidade com aqueles que vos combateram na religião,
vos expulsaram de vossos lares ou que cooperaram na vossa expulsão. Em
verdade, aqueles que entrarem em privacidade com eles serão iníquos." (Alcorão
Sagrado, surata Al Mumtahana 60:8-9)

    No mundo de hoje, todos os crentes em Deus estão encarando perigos comuns:
ateísmo, materialismo, secularismo e decadência moral. Devemos trabalhar juntos.
Deus diz no Alcorão:

"... se Deus quisesse, teria feito de vós uma só nação; porém, fez-vos como sois,
para testar-vos quanto àquilo que vos concedeu. Emulai-vos, pois, na
benevolência, porque todos vós retornareis a Deus, o Qual vos inteirará das
vossas divergências." (Alcorão Sagrado, surata Al Máida 5:48)

Um Diálogo Entre Cristãos E Muçulmanos - parte 2


Assalamu Alaikum.


    Aqui uma série de posts do Livro "Um Diálogo Entre Cristãos E Muçulmanos", infelizmente não sei o autor, mas assim que souber vou dar-lhe os devidos méritos. Allah sabe mais. O livro é muito bom, então resolvi colocar aqui.



A Natureza do Ser Humano



    É você? Quem sou eu? Por que estamos aqui na terra? O Alcorão ensina que nós,
humanos, somos criados de três elementos.
Fomos criados do barro, representando o elemento material ou carnal. Fomos dotados
de inteligência, que foi dada por Deus para ser usada e não para ser posta em uma
estante. A razão pode ser insuficiente, mas, por outro lado, não é a antítese da fé. E,
fomos dotados do espírito com que Deus nos alentou
.
''Que aperfeiçoou tudo o que criou e iniciou a criação do primeiro homem, de
barro. Então, formou-lhe uma prole da essência de sêmen sutil. Depois o
modelou; então, alentou-o com Seu Espírito. Dotou a todos vós da audição, da
visão e das vísceras. Quão pouco Lhe agradeceis!'' (Alcorão Sagrado, surata as-
Sajdah 32:7-9)

''(Recorda-te ó Profeta) de quando teu Senhor disse aos anjos: Vou instituir um
legatário na terra! Perguntaram-Lhe: Estabelecerás nela quem ali fará corrupção,
derramando sangue, enquanto nós celebramos Teus louvores, glorificando-Te?
Disse (o Senhor): Eu sei o que vós ignorais. Ele ensinou a Adão todos os nomes
e depois apresentou-os aos anjos e lhes falou: Nomeai-os para Mim e estiverdes
certos.'' (Alcorão Sagrado, surata al-Bacara 2:30-31)

''Recorda-te de quando o teu Senhor disse aos anjos: Criarei um ser humano de
argila, de barro modelável. E ao tê-lo terminado e alentado com o Meu Espírito.''
(Alcorão Sagrado, surata al-Hijr 15:28-29).

    O muçulmano não vê a existência humana sobre a terra como uma punição por ter
comido do fruto da árvore proibida. Tal acontecimento é respeitado como uma lição
para Adão e Eva, antes de eles virem para a terra.

    O Alcorão ensina que, mesmo antes da criação do primeiro ser humano, já era plano
de Deus estabelecer a vida humana e a civilização sobre a terra. Portanto, o
muçulmano não vê o ser humano como totalmente mau ou totalmente bom, mas sim
como responsável. O Alcorão afirma, em diversos lugares, que Deus criou o homem
para ser Seu "khalifah", Seu administrador ou vice-gerente na terra.

    A responsabilidade básica da espécie humana, nossa responsabilidade, é adorar a
Deus. Adorar, para o muçulmano, não é apenas se comprometer com os rituais formais
da religião, mas é, também, qualquer atividade que esteja de acordo com a vontade de
Deus e que beneficie uma pessoa ou a humanidade inteira. Assim, o muçulmano vê a
terra, seus recursos e ecologia, como um presente de Deus, para os humanos
submeterem e usarem em cumprimento à responsabilidade pela qual nós
responsabilizados.

    Por isso, o Alcorão fala tanto sobre o conhecimento. A primeira palavra revelada do
Alcorão foi "Recite", ou "leia". Já que eles eram sinceros em sua fé e nas injunções
alcorânicas sobre o conhecimento, os muçulmanos estabeleceram uma civilização que
via grandes avanços nas ciências e no humanismo.

    Eles não só preservaram as primeiras heranças culturais como também contribuíram e
prepararam o caminho para o renascimento europeu. Quando os muçulmanos se
tornarem de novo sinceros em sua fé, tal história se repetirá por si mesma.


A Relação Entre Deus e a Humanidade



    Falamos sobre Deus e sobre a humanidade. Agora devemos perguntar qual é sua
relação básica? O Alcorão nos ensina que a raça humana recebeu uma natureza pura,
inata, chamada de "fitrah".

    O conhecimento de Deus e a espiritualidade inata são inerentes à existência humana,
mas essa espiritualidade pode nos trair se não for encaminhada para o direção correta.
É perigoso depender de um simples sentimento humano de que somos guiados pelo
Espírito. Muitos grupos, até cultos, afirmam que são guiados pelo espírito, ou por Deus,
ou pela revelação, embora estes grupos tenham crenças divergentes, e até mesmo
contraditórias. 

    Encontramos pessoas se comportando de formas contraditórias , que afirmam, no
entanto, que cada um está cumprindo a vontade de Deus. "Eu sinto", dizem eles, "que
o espírito me guia e me direciona. "Torna-se imperativo uma fonte de revelação
fidedigna. Através da história, Deus selecionou indivíduos especiais para transmitirem
Sua mensagem, receberem Sua revelação e para servirem de exemplo para a
humanidade.

    Por isso, alguns desses profetas receberam de Deus livros santos ou escrituras, onde
Suas ordens e orientação foram reveladas. Para muitos de vocês, os nomes desses
profetas que são encontrados no Alcorão, soam familiar: Noé, Abraão, Ismael, Isaac,
Jacó, José, Moisés, David, Salomão, João Batista, Jesus e, finalmente, o último
profeta, Muhammad, que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre eles. Esses profetas
levavam a mesma mensagem básica:

"Jamais enviamos mensageiro algum antes de ti, sem que lhe tivéssemos
revelado que: Não há outra divindade além de Mim. Adora-Me e serve-Me!"
(Alcorão Sagrado, surata Al Anbiyá 21:25).

    Além disso, o Alcorão insiste em chamar todos esse profetas de muçulmanos, porque o
muçulmano é aquele que se submete à vontade de Deus. Seus seguidores são
chamados de muçulmanos também.

    Assim, é um artigo de fé para um muçulmano acreditar em todos esses profetas. De
fato, os muçulmanos sabem que, aquele que aceita alguns profetas e rejeita outros, na
verdade está rejeitando todos. Para um muçulmano, acreditar em Moisés e rejeitar
Jesus ou Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele) significa
refutar os verdadeiros ensinamentos de Moisés (que a Paz esteja sobre ele). 

    E acreditar em Jesus, mas não aceitar Moisés ou Muhammad (que a Paz e a
Bênção de Deus esteja sobre ele), é violar o que Moisés, Jesus e Muhammad (que
a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele) significaram. Para um muçulmano,
acreditar em Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele) e rejeitar
tanto Moisés como Jesus (que a Paz esteja sobre eles) é violar o seu próprio Livro Sagrado. "Aqueles que negam Deus e Seus apóstolos, e (aqueles que) querem separar
Deus de Seus apóstolos, dizendo:

"Acreditamos em alguns mas rejeitamos outros' intentando com isso achar uma
saída, são os verdadeiros incrédulos; porém, preparamos para eles um castigo
ignominioso." (Alcorão Sagrado, surata An Nissá 4:150-151)

    Portanto, o reconhecimento de todos os profetas é um artigo de fé e não uma simples
cortesia social ou uma afirmação diplomática. Espero que, com mentes e corações
abertos e, além disso, um estudo honesto e cuidadoso, seja possível um
reconhecimento mútuo maior.



O Papel Especial do Profeta Muhammad


    Mas, por que os muçulmanos em seu testemunho de fé dizem "Eu testemunho que não
há outra divindade além de Deus e que Muhammad é Seu mensageiro"?
Isto quer dizer que eles, na verdade, rejeitam os outros profetas? De fato, o papel
especial desempenhado por Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja
sobre ele), como a confirmação e o último de todos os profetas, coloca os muçulmano
na posição, através da qual, honrar Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus
esteja sobre ele), implica honrar todos aqueles que vieram antes dele também.
Os muçulmanos sabem que não podem fazer distinções paroquiais ou fanáticas entre
os profetas.

''O Mensageiro crê no que foi revelado por seu Senhor e todos os fiéis crêem em
Deus, em Seus anjos, em Seus Livros e em Seus mensageiros. Nós não fazemos
distinção entre os Seus mensageiros. Disseram: Escutamos e obedecemos. Só
anelamos a Tua indulgência, ó Senhor nosso! A Ti será o retorno!'' (Alcorão
Sagrado, surata al-Bacara 2:285).

    Mas, o Alcorão também diz que Deus favoreceu mais alguns profetas, em talento e
desempenho, do que outros. Todos são irmãos, embora o único profeta com a missão
universal para toda a humanidade seja Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus
esteja sobre ele), que a paz esteja sobre ele.

    O muçulmano acredita que Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre
ele) é um irmão para Jesus, Moisés, Abraão e outros profetas (que a Paz esteja sobre
eles), mas o Alcorão afirma, com todas as letras, que o advento de Muhammad (que
a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele) foi predito pelos profetas anteriores a ele,
inclusive Moisés e Jesus (que a paz esteja com eles). Mesmo a Bíblia, em sua forma
atual, profetiza o advento do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus
esteja sobre ele) .

    Para o muçulmano, o Alcorão contém as palavras de Deus, reveladas direta e
literalmente ao Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre
ele). Muitas pessoas confundem o Alcorão com o "Hadith", ou ditos, do Profeta
Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele) o Hadith e Alcorão são
bem distintos. 

    Este último foi ditado a Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele), palavra por palavra, pelo Anjo Gabriel e imediatamente memorizada e registrada
por escrito. É importante assinalar que o Alcorão não foi escrito ou composto por
Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele). Defender o contrário
seria contradizer o que Alcorão fala sobre si mesmo e sobre Muhammad (que a Paz
e a Bênção de Deus esteja sobre ele); que o profeta não fala por si e sim que transmite
a revelação ditada a ele pelo Anjo Gabriel.


    Sugerir que o Alcorão tomou emprestado ou copiou revelações anteriores, seja a Bíblia
ou qualquer outra escritura, é, para o muçulmano, uma acusação de "plágio profético",
uma contradição. O fato de existirem algumas semelhanças entre o Alcorão e as
escrituras anteriores explica-se pelo fato de que Aquele que falou por intermédio
daqueles primeiros profetas é Aquele que revelou o Alcorão a Muhammad (que a
Paz e a Bênção de Deus esteja sobre ele), ou seja, Deus, o único e verdadeiro Deus.

    Contudo, o Alcorão é o último Livro Sagrado revelado que suplanta as escrituras
anteriores, e o único ainda disponível, cujas palavras e língua são as mesmas
proferidas pelo Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus esteja sobre
ele).